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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Ativistas se mobilizam para cobrar apuração de morte de cachorro em mercado Carrefour; Vídeo

Ativistas se mobilizam para cobrar apuração de morte de cachorro em mercado Carrefour; Vídeo
Porto Velho, RO - A apresentadora Luisa Mell e outros ativistas e defensores dos direitos dos animais se reuniram nesta terça-feira (4/12) para tentar elucidar e cobrar a punição dos responsáveis pela morte de um cachorro em uma unidade da rede Carrefour em Osasco, em São Paulo.
Registrado por Luisa em suas redes sociais, o encontro contou com a participação, entre outras pessoas, da presidente da ONG Bendita Adoção, Beatriz Silva; do jurista e deputado estadual Fernando Capez (PSDB) — escolhido pelo governador eleito, João Doria, para chefiar o Procon de São Paulo a partir de 2019 —; e do vereador Ralfi Silva (Podemos), que preside a Frente Parlamentar de Proteção e Defesa dos Animais da Câmara Municipal de Osasco.
O grupo esteve na Delegacia de Polícia de Investigações Sobre o Meio Ambiente de Osasco (DIICMA), onde viu as imagens das câmeras de segurança do supermercado. A gravação mostra o animal sendo agredido com uma barra de alumínio por um segurança e, posteriormente, sendo recolhido por agentes do Controle de Zoonoses.
"A agressão, com essas imagens que conseguimos agora, ficou comprovada. Não tem mais dúvidas que esse segurança realmente agrediu o cachorro", afirmou ao grupo a delegada Silvia Fagundes. Em relação a uma denúncia de que o corpo do animal teria sido cremado para eliminar a prova, a titular da DIICMA esclareceu que este é um procedimento padrão da zoonoses: "Eles atenderam achando se tratar de um cachorro abandonado, não de um caso policial".
Luisa também questionou o atendimento dado ao animal pelo Controle de Zoonoses. Ralfi Silva disse que vai "analisar as imagens com calma, chamar os responsáveis pela zoonoses e apurar eventual excesso de algum funcionário". Já Fernando Capez explicou que é preciso apurar a "responsabilidade criminal de quem agrediu o cachorro e omitiu o socorro, a responsabilidade civil do supermercado e a responsabilidade administrativa do centro de zoonoses".
Por fim, os ativistas pediram que pessoas que testemunharam o caso compareçam à delegacia para prestar depoimento e ajudar a esclarecer o caso. "É muito importante que as pessoas tenham coragem, coloquem a sua cara, porque esse animal morreu injustamente, da forma mais bárbara que existe", disse Luisa Mell. "A gente vai exigir justiça", arrematou.
O caso 
O animal foi morto na última quarta-feira (28/11). Logo depois, o caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, com pessoas compartilhando imagens do cachorro ferido e pedindo a punição dos responsáveis. 
Um laudo veterinário apontará a causa da morte do cão. Há também suspeita de o bicho ter sido envenenado. Segundo testemunhas, o segurança teria agido após uma ordem superior para retirar o cachorro da loja, por incomodar os clientes. Ainda segundo os relatos, o animal circulava nas dependências do estabelecimento há algumas semanas e chegou a ser alimentado por funcionários do hipermercado.
O cachorro recebeu atendimento do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco, mas não resistiu aos ferimentos. Funcionários do Carrefour chegaram a alegar que o animal havia sido atropelado no estacionamento, mas a versão acabou contestada por outros trabalhadores do hipermercado que disseram ter visto o animal ser agredido a pauladas.
Em nota divulgada na segunda-feira (3/12), o Carrefour afirmou que repudia veementemente o ocorrido e qualquer tipo de maus-tratos, e que afastou preventivamente a equipe de segurança do local que atuava no dia da ocorrência até que sejam concluídas as investigações. 
Leia a nota na íntegra:
"A rede informa que repudia veementemente qualquer tipo de maus-tratos. Esclarece ainda que, preventivamente, afastou a equipe responsável pela segurança do local no dia da ocorrência até que a rigorosa apuração em curso seja concluída e as devidas providências adotadas. Reforça também que, assim que notou a presença do animal nas dependências da loja, o acolheu, oferecendo água e comida, até que a equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco chegasse ao local para o devido atendimento."

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